Não tens pressa?!
É preciso ter coragem para te esperar
Quando estás a ver o mundo e a brincar com ele:
Queres subir no banco,
Pegar a flor,
Acariciar o cachorro,
Comer goiaba,
Ver a galinha...
Por fim queres subir em minhas costas
Para ver as coisas do alto
E eu?
Eu só quero te levar para casa
Enfadado com um caminho que não me é mais fantástico.
Mesmo em casa, porém, não escapo ao teu mundo:
Conduzes-me para dentro dele chamando-me às tuas brincadeiras.
E eu me vou para lá, mesmo sem lá estar,
Assim como, quando estás no meu, nele não ficas.
Então brinco contigo, rindo por fora
E por dentro remoendo problemas.
No meu mundo vais para o banho brincando,
Comes brincando,
Acompanha-me ao mercado brincando...
Há, contudo, outro lugar do meu mundo em que estás plenamente.
E a partir dali, do amor que ali tenho,
Posso te contemplar com olhos que veem o fantástico!
Ali te imito:
Do mesmo modo maravilhoso que vês o mundo eu ali te vejo;
Como te demoras no caminho do mercado
Eu ali me demoro,
Como demoras diante da flor,
Eu ali me demoro diante do teu sorriso.
Tens o caminho em que brincas
Quando pela mão te levo ao mercado,
E o teu pai tem um caminho no peito
Onde reina a séria brincadeira de te amar.

Adorei
ResponderExcluirMuito obrigado! Fique com Deus!
ExcluirProfessor Welder desculpa-me não ter oque crítica para ajudar, gostei de como você trata a realidade, seu artigo cria uma musicalidade.
ResponderExcluirIsso é graças ao nosso Deus.
Fico contente que tenha apreciado a poesia. Sem a Graça de Deus não somos nada. Muito obrigado! Fique com Deus.
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