O
ano acabou.
O
que busquei?
O
que amei?
O
que sofri?
Em
que falhei?
O
que conquistei?
Ouço
foguetes que não são meus.
Que
conquistas esses estouros proclamam?
Serão
conquistas de virtudes?
Mera
festa gratuita?
Ou
comemoração de males?
Que
festeja tanto o mundo?
Que
festeja se viveu nos mesmos vícios?
Que
festeja se o propósito é continuar nos mesmos erros?
Os
cachorros sentem medo.
E
com razão, embora irracionais.
Pois
esses fogos não trazem boas notícias.
Com
seus ouvidos aguçados ouvem os fogos da impenitência.
Fogos
que dizem: “embora errados aqui estamos para comemorar nossos erros.
Buscamos
o que não devíamos e comemoramos isso.
Amamos
o que não deveríamos ter amado e bebemos por isso.
Sofremos
por coisas vãs e sofremos do modo errado e por isso banqueteamos.
Falhamos
no essencial e conquistamos o secundário e dançamos por isso.
Temos
metas para o ano que vem, e entre elas não está a conversão.”
Isso
é o que o mundo e os seus fogos me dizem.
Isso
é o que me diz o medo dos cães.
Os
cães têm medo de fogos que estouram e passam
E
os homens não têm medo do fogo que queima para sempre.
Verdade!!!!
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