Por Uma Intelectualidade Cristã!







terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O QUE OS FOGOS ME DIZEM


O ano acabou.
O que busquei?
O que amei?
O que sofri?
Em que falhei?
O que conquistei?

Ouço foguetes que não são meus.
Que conquistas esses estouros proclamam?
Serão conquistas de virtudes?
Mera festa gratuita?
Ou comemoração de males?
Que festeja tanto o mundo?
Que festeja se viveu nos mesmos vícios?
Que festeja se o propósito é continuar nos mesmos erros?

Os cachorros sentem medo.
E com razão, embora irracionais.
Pois esses fogos não trazem boas notícias.
Com seus ouvidos aguçados ouvem os fogos da impenitência.
Fogos que dizem: “embora errados aqui estamos para comemorar nossos erros.
Buscamos o que não devíamos e comemoramos isso.
Amamos o que não deveríamos ter amado e bebemos por isso.
Sofremos por coisas vãs e sofremos do modo errado e por isso banqueteamos.
Falhamos no essencial e conquistamos o secundário e dançamos por isso.
Temos metas para o ano que vem, e entre elas não está a conversão.”
Isso é o que o mundo e os seus fogos me dizem.
Isso é o que me diz o medo dos cães.
Os cães têm medo de fogos que estouram e passam
E os homens não têm medo do fogo que queima para sempre.

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